A produção brasileira de algodão em pluma deve registrar queda significativa na safra 2025/26, segundo nova estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Safras & Mercado.
A projeção foi revisada para 3,74 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 3,76 milhões de toneladas. O ajuste reflete principalmente a redução da área plantada em diversas regiões produtoras, diante de um cenário de preços menos atrativos e margens pressionadas no momento da semeadura.
Preços baixos reduzem estímulo ao plantio de algodão
De acordo com a consultoria, a retração na área cultivada ocorreu em meio à piora das condições econômicas para o produtor, especialmente devido aos custos elevados de produção e ao comportamento mais fraco das cotações internacionais da fibra.
O cenário reduziu o interesse de parte dos produtores pela expansão do cultivo na temporada 2025/26.
Com isso, a expectativa atual aponta para uma produção 11,5% menor em comparação à safra passada, quando o Brasil registrou volume recorde de 4,23 milhões de toneladas de algodão em pluma.
Brasil segue entre os maiores exportadores globais de algodão
Mesmo com a revisão para baixo, o Brasil permanece entre os principais produtores e exportadores mundiais de algodão, consolidando posição estratégica no mercado internacional da fibra.
Nas últimas temporadas, o país ampliou fortemente sua participação global, impulsionado principalmente pela alta produtividade das lavouras do Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Bahia.
No entanto, o setor enfrenta atualmente um ambiente de maior cautela, influenciado por:
- Preços internacionais mais pressionados
- Custos elevados de produção
- Margens mais apertadas no campo
- Oscilações na demanda global pela fibra
Mercado acompanha clima, exportações e demanda internacional
Além das questões econômicas, o mercado segue atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras e à evolução da demanda internacional, especialmente da indústria têxtil asiática.
O desempenho das exportações brasileiras também será determinante para o equilíbrio do mercado ao longo da temporada.
Apesar da perspectiva de queda na produção, o Brasil deve continuar com forte presença no comércio global de algodão, sustentado pela qualidade da fibra e pela competitividade logística conquistada nos últimos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






















