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Tecnologia, dados e método no TCE-RO: o novo vetor de transformação social no controle externo

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O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) vem consolidando um modelo inovador de atuação institucional, no qual os resultados e impactos sociais deixaram de ser efeitos colaterais da ação estatal para se tornarem o seu núcleo estruturante. Essa mudança de paradigma decorre da incorporação de tecnologias organizacionais e gerenciais que reposicionam o controle externo como agente indutor de transformação social, com base em evidências, método e mensuração objetiva.

No centro dessa inflexão estão o Modelo de Competência Organizacional CHAP, estruturado sobre os eixos de Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito, e a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M-RAIG).

Ambas as tecnologias foram idealizadas e implementadas no âmbito do TCE-RO pelo Presidente Conselheiro Wilber Coimbra, constituindo uma engenharia institucional que confere racionalidade, previsibilidade e verificabilidade à ação pública.

A aplicação do modelo CHAP estabelece, previamente à execução de qualquer iniciativa estatal, um filtro epistemológico rigoroso: exige-se que a decisão pública seja precedida da demonstração da capacidade institucional instalada, da aderência técnica das soluções propostas, da postura organizacional compatível e, sobretudo, da clareza do propósito orientado ao interesse público. Trata-se de um mecanismo que reduz assimetrias informacionais e elimina práticas baseadas em voluntarismos ou percepções subjetivas.

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Na sequência, a M-RAIG opera como instrumento de materialização e comprovação dos resultados. A matriz organiza a ação estatal em um ciclo estruturado que compreende diagnóstico (identificação da dor social com base em dados), planejamento (definição de metas, indicadores e responsáveis), execução (com metodologias claramente delineadas) e monitoramento contínuo, permitindo a correlação empírica entre a intervenção realizada e os impactos gerados na realidade social.

Esse arranjo metodológico tem produzido efeitos concretos. Iniciativas públicas passam a ser concebidas com maior precisão técnica, executadas sob parâmetros objetivos e avaliadas por indicadores mensuráveis, o que amplia a eficiência do gasto público e potencializa a geração de valor social.

Além disso, a rastreabilidade das ações, assegurada pela custódia documental e pela integração com painéis de “Business Intelligence” (BI), fortalece a transparência e a “accountability” institucional.

Outro aspecto relevante é o caráter dialógico do modelo. O controle externo, tradicionalmente percebido como reativo, assume uma postura cooperativa, atuando em regime de parceria com o gestor público.

Auditor e gestor compartilham responsabilidades em um ambiente de autocontenção e deferência técnica, no qual o conhecimento normativo se alia à experiência prática da gestão para a construção de soluções mais efetivas.

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O resultado é a conformação de um novo padrão de governança pública: estratégico, orientado por dados e comprometido com a entrega de resultados que impactam diretamente a vida do cidadão.

Mais do que fiscalizar, o TCE-RO passa a induzir políticas públicas mais qualificadas, promovendo aprendizagem organizacional contínua e consolidando-se como instituição relevante no desenvolvimento econômico e social do estado.

Nesse contexto, CHAP e M-RAIG não são apenas ferramentas gerenciais, mas verdadeiros vetores de transformação institucional, capazes de redefinir o papel do controle externo no Brasil contemporâneo: de mero verificador de conformidade para protagonista na geração de valor público.

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